Data: 04/03/2024

Em 'briga' com Spotify, Apple é multada em 1,8 bilhão de euros na União Europeia


Política de compra e assinaturas de apps da Apple não vem agradando a plataforma de streaming, que recorreu à UE para impedir prática da empresa. Por sua vez, dona do iPhone diz que Spotify quer 'reescrever as regras da App Store'. Em 'briga' com Spotify, Apple é multada em 1,8 bi de euros na União Europeia Reprodução A União Europeia (UE) condenou a Apple nesta segunda-feira (4) a pagar multa de 1,8 bilhão de euros (R$ 9,7 bilhões) por impedir que o Spotify e outras empresas de streaming de música ofereçam aos usuários da companhia norte-americana opções de pagamento fora da App Store, sua loja de aplicativos. Segunda a agência Reuters, a decisão da Comissão Europeia foi desencadeada por uma queixa feita em 2019 pelo Spotify sobre essa restrição e as taxas de 30% cobradas pela Apple na App Store. ➡️ Entenda: a Apple fica com uma fatia das transações realizadas na Apple Store – desde a compra do app em si, até aquisições realizadas dentro do aplicativo, como itens de um jogo ou a assinatura de um plano, por exemplo. Há muito tempo, desenvolvedores de apps reclamam dessa política da empresa de Tim Cook e se queixam das taxas abusivas praticadas. Na decisão atual, o órgão de defesa da concorrência da União Europeia disse que as restrições da Apple constituem condições comerciais injustas. "Por uma década, a Apple abusou de sua posição dominante no mercado de distribuição de aplicativos de streaming de música por meio da App Store", disse a chefe antitruste da UE, Margrethe Vestager, em um comunicado. "Eles fizeram isso ao impedir que os desenvolvedores informassem os consumidores sobre serviços de música alternativos e mais baratos disponíveis fora do ecossistema da Apple. Isso é ilegal de acordo com as regras antitruste da UE", completou ela. Apple critica decisão e alfineta Spotify Em comunicado publicado nesta segunda, a Apple criticou veementemente a decisão da UE e alfinetou o Spotify, dizendo, por exemplo, que eles são um dos responsáveis pelo sucesso da plataforma de música. Atualmente, a empresa sueca não paga nenhuma comissão à Apple, pois vende suas assinaturas em seu site e não na App Store, como forma de "burlar" as regras da dona do iPhone. "O principal defensor dessa decisão -- e o maior beneficiário -- é o Spotify, uma empresa sediada em Estocolmo, na Suécia. O Spotify tem o maior aplicativo de streaming de música do mundo e se reuniu com a Comissão Europeia mais de 65 vezes durante essa investigação", disse a Apple. "Eles [o Spotify] querem reescrever as regras da App Store – de uma forma que os beneficie ainda mais", completou a Apple. "Temos orgulho de desempenhar um papel fundamental no apoio ao sucesso do Spotify — como fizemos para desenvolvedores de todos os tamanhos, desde os primeiros dias da App Store", completou a big tech. A ordem de Vestager para que a Apple remova as restrições da App Store ecoa a mesma exigência das novas regras da UE, conhecidas como Digital Markets Act (DMA), que a Apple terá que cumprir a partir de 7 de março. A multa da Apple, no entanto, é cerca de um quarto das multas de 8,25 bilhões de euros que o órgão regulador da UE aplicou ao Google, em três casos na década anterior. Em contraste com o caso do streaming de música, a Apple está tentando resolver outra investigação antitruste da UE, oferecendo-se para abrir seus sistemas de pagamento móvel para rivais. LEIA TAMBÉM: Elon Musk processa dona do ChatGPT por visar lucro, e não o benefício das pessoas Câmera do celular pode ser invadida com aplicativo espião; veja como se proteger O que é deepfake e como ele é usado para distorcer realidade Duelo de celulares: Galaxy S24 x iPhone 15 Duelo de celulares: Galaxy S24 x iPhone 15 Vestido que muda de cor: roupa digital desenvolvida pela Adobe altera o visual com toque Vestido que muda de cor: roupa digital desenvolvida pela Adobe altera o visual com toque Como funciona o Gemini, a inteligência artificial mais poderosa do Google Como funciona o Gemini, a inteligência artificial mais poderosa do Google